sexta-feira, 10 de julho de 2015

KAFKIANO

Aos olhos da engrenagem, um parafuso e nada mais. Voltas, voltas sem revoltas e outra volta sem vagar. Uma missa de corpo presente constante. Não há do que reclamar, todos querem seu lugar. Tenta fugir de volta a si, mas a engrenagem insiste. Lança os dentes sobre o parafuso – tritura, engole. Em meio às ferragens retorcidas, ainda é possível visualizar a esperança perdida. Mas é muito rápido, pois a engrenagem não para de funcionar.


Mario Chris

Um comentário:

Pierre Lancaster disse...

Angustiante